sexta-feira, 30 de maio de 2008

The Baudelaires.




Para Beatrice-"querida, adorada, morta."

"Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, por que este é um livro que nao tem de jeito nenhum um final feliz, como também nao tem de jeito nenhum um começo feliz, e que os acontecimentos no miolo da historia sao pouquissimos. E isso por que momentos felizes nao sao o que mais encontrarmos na vida dos três jovens Baudelaires, cuja historia esta aqui contada. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire eram crianças inteligentes, encantadoras e desembaraçadas , com feições bonitas, mas com uma falta de sorte fora do comum, que atraía toda espécie de infortunio, sofrimento e desespero."


Violet Baudelaire, a mais velha dos três, gostava de atirar pedras bem longe para vê-las deslizar na superficie do mar antes de afundarem. (...) Enquanto atirava as pedras, tinha os olhos postos no horizonte e o pensamento absorvido numa invenção que desejava montar. Quem conhecesse bem Violet logo perceberia que ela estava firmemente concentrada em suas reflexões, por que havia amarrado os cabelos com uma fita para afastá-los dos olhos. Violet tinha uma forte inclinação para inventar e montar aparelhos estranhos, por isso o seu cérebro volta e meia se via tomado por imagens de roldanas, alavancas e engrenagens, e ela fazia questão de que nessas horas não ser distraida por algo tão banal como seus cabelos.

Klaus Baudelaire, o irmão do meio, e o único menino, gostava de examinar os seres minúsculos que pulava nas piscinas formadas à beira d'água. Klaus tinha pouco mais que doze anos e usava óculos, o que lhe dava um ar inteligente. E ele era inteligente. Os Baudelaires possuiam uma enorme biblioteca em sua mansão, uma sala com milhares de livros sobre todos os assuntos imagináveis. Aos doze anos, é claro Klaus não poderia ter lido todos os livros da biblioteca dos Baudelaires, mas lera uma porção deles, e era impressionante como retinha na memória a quantidade de informações assim obtidas. Sabia distinguir perfeitamente o aligátor, crocodilo do Mississsipi, dos crocodilos de outras partes do mundo. E sabia o nome de quem matou Júlio César.

Sunny Baudelaire, a mais nova dos três, gostava de morder coisas. Era ainda quase um bebê. E muito pequena para sua idade, pouco maior do que uma bota. A pouca altura era compensada, pelos seus quatro dentes bem grandes e afiados. Sunny estava numa idade em que a maior parte do tempo a criança fala por uma série de gritos ininteligiveis. A não ser quando ela usava as poucas palavras de verdade que constavam de seu vocabulario, como mamã, mamá e dá!, a maioria das pessoas tinham dificuldade de entender o que Sunny estava dizendo.

Conde Olaf, o arque inimigo do irmãos Baudelaire. Homem revoltante, gosmento, pérfido, sobre ele é melhor dizer o menos possivel.


Autor- Lemony Snicket (possivelmente pseudonimo de Daniel Handler):
Lemony vem fazendo a crônica da vida das crianças Baudelaires com pausas ocasionais apenas para comer, descansar e para duelos a espadas determinados pela corte. Seus passatempos incluem apreensão nervosa, pavor crescente e duvidas sobre se os seus inimigos estavam certos, a final.


The world is quiet here (CSC).

2 comentários:

Mie disse...

Caralho!
Como vc sabe de tudo isso?
E gosto dos Baudelaries
Eles são muitos inteligentes

Bjos

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Mie disse...

eeee julia sua esperta
o titulo eh se joga bee msm
¬¬